No domingo fui participar no 1ª Trail Moinhos Saloios na Venda do Pinheiro organizado pelo Trilho Perdido.
Inscrevi-me um pouco em cima do acontecimento porque esta prova não estava nos planos mas tendo em conta que era perto de Lisboa decidi ir. E fiz bem porque foi muito bom.
Por volta das 8h já estava no Estádio Municipal da Venda do Pinheiro, local de partida e chegada e também de secretariado da prova. A prova tinha cerca de 250 participantes pelo que não houve grandes confusões no levantamento de dorsais e rapidamente voltei ao carro porque estava muito vento e frio. Resolvi vestir a t-shirt da prova porque estava a tiritar só com uma camisolinha de alças.
Hoje iria experimentar pela primeira vez a minha nova mochila de hidratação a pensar em provas mais longas. A outra mochila apenas permite levar 1 L de água e o tubo do saco de hidratação é bastante curto por isso não ajeito muito bem com ela. Para distâncias curtas dá perfeitamente mas para distancias mais longas ou quando está muito calor preciso de bem mais que 1 L. Aqui está ela:
Depois de muito procurar optei pelo modelo da Dechatlon Quechua Extend 0-10L que tem um saco de hidratação de 2 L e suportes para bidons a frente. É bastante leve vazia. Na minha opinião abanou um pouco quando corria talvez por não a ter prendido bem. Vamos ver como se vai portar nos próximos desafios. A prova começou as 9h e teve um parte de asfalto até entrar em pinhal, passamos pela Asseiceira Pequena e seguimos até ao monte com os moinhos de vento. Um moinho a moda antiga e dois moinhos modernos: as eólicas dos nossos dias. Uma vista espectacular e o melhor de tudo um valente leão a receber os participantes a entrada.
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| Foto Google Earth |
A prova passava por vários tipos de trilho, o que até foi interessante para testar passagens de areia de pinhal, para pedra, para asfalto e novamente para pinhal e por ai em diante.
Tinha 4 abastecimentos, o primeiro só de água, o segundo de sólidos e líquidos, o terceiro de água e isotónico e o ultimo solido e liquido. Os abastecimentos tinham muita variedade. Á chegada era o chamado super-abastecimento com sandes, bolos, sumos, frutas frescas e uma mesa de queijos de fazer inveja a qualquer casamento. A prova tinha o apoio de uma empresa local de queijos, Montiqueijos, que ofereceu vários tipos de queijos, desde secos a meio-secos a frescos acompanhados de pão e broa regionais. Foi um belo repasto para quem consegue comer logo a seguir as provas, o que não é o meu caso. Apenas consegui comer melancia. Agarrei-me a uma taça com melancia de tal forma que um rapaz disse-me delicadamente: “Será que posso tirar um pouco?”. Não sei quem ele é mas peço desculpa pela total monopolização da taça.
Para variar acabei toda arranhada devido ao meu prazer especial em não me desviar de galhos e silvas. Aqui está uma amostra do resultado.
Num dos abastecimentos um senhor ate me disse: “Ohh menina, olhe que leva ai um galho espetado na perna…” E eu nem sentia nada. Arranquei o dito cujo e segui viagem.
Mais uma prova concluída. Para o próximo fim de semana veremos que desafios me esperam no tão aguardado Trail Sintra Monte da Lua.



























